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sexta-feira, 16 de março de 2012

Hora de trabalhar!

Poesia:
Em 2006 (aos meus 16 anos), feita no horário de trabalho, confesso!





“Amigos são para sempre”


Amigos de verdade são difíceis de encontrar,
Por isso os que temos, devemos valorizar...
O amanhã é algo incerto, que vem nos alertar.
Para não ficarmos sozinho, pondo-se a lamentar.

O destino é um olhar vazio que nos enche de ilusão
E quando quebramos a cara, partimos o coração.
Recebemos de um amigo, um carinho, uma atenção.
E nos sentimos mais vivos, para erguermo-nos diante o chão.

A vida é um obstáculo, com curvas traiçoeiras.
Que nos deixa inseguros, acordados noites inteiras.
Com medo do amanhã...mas pessoas conselheiras
Vem nos estender as mãos...Ah...Amizades verdadeiras!!!

Ainda que você tentasse chorar...com lúgubre sentimento
Essas pessoas não te deixariam só nenhum momento
Iriam te erguer, mesmo diante de seu lamento.
Ensinariam-te a ser forte...e esquecer o sofrimento

E agora o que achas de encontrar uma pessoa
Que te ensine a sorrir, levar a vida numa boa?
Se você já tem amigos, não fique ai à toa...
Ame-os e perdoe...Pois o tempo...Ah o tempo voa!

quarta-feira, 14 de março de 2012

Amor de Rotina

A princípio só mais uma poesia de amor... embora seja tudo tão lindo, quero sair do tradicional.
Não fiz nada detalhado, mas pequena e simples.. nada de linda nem de inspiradora, muito menos um grande conselho. Um desabafo oculto. E um feliz dia da poesia.




Amor de Rotina

Dissestes que não ama. Nem quer!
E mais um drink, brinda a vida
Pseudo - vida, da solitária mulher
Nos braços doutro, despida

Nas lágrimas da insegurança
De um quarto escuro, sem proteção
Com ele sozinha, na esperança
De sentir o palpitar sincero do coração.

Mas só enxerga sangue, somente dor
Da dúvida ao arrependimento
De jogar fora o prazer daquele momento.

E mais uma vez, elimina seu falso amor
E nas esquinas da vida, há esperança de esbarrar
Naquele que fingirá outra vez amar. 


domingo, 11 de março de 2012

Mulher é como a Rosa

Delicada, perfumada, símbolo de feminilidade, bonita, romântica... mas os espinhos estão lá, pra representar a defesa, a força, a fúria...



A Rosa

Sois como uma delicada flor
Mas não uma flor qualquer.
Representas uma menina mulher
De olhos negros com fulgor.

Vermelho vibrante em tuas chamas
Perfume sedutor, que mata e consome
No cantar dos anjos, ouço seu nome
E viajo em minhas imaginações insanas

Tão Romântica, tão Feminina,
Pequena, mas em curvas perigosas
Fico perdido nas ondas formosas
Da Rosa mais cheirosa e mais divina.

Num sonho, te envolvo e te beijo
Toca-me com as pétalas de tua mão
Sinto as batidas quentes do meu coração
E assim desperto o fruto do meu desejo.

Mas cheguei a um despenhadeiro - lamento.
Onde, os espinhos, conheci da rosa.
Que antes sempre tão amorosa
Deixa lembranças sedutoras de árduo tormento.


(Alessandra S.) 

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Áporo


O começo do Fim

Inaudível?
No trânsito da cidade,
Está abafado no vento
E sufocado na fumaça.

Um sussurro de socorro,
Entre as folhas das árvores,
No lamento dos pássaros.
Tão ínfimo e tão surdo.

Está na terra
Sepultada sob o asfalto.
Está no céu impuro,
arranhado, desafiado.

Esqueleto canino ambulante,
Podridão dissolvida nas águas,
Micro-pseudo-florestas,
Teto sem ultra-filtro.

É a árvore que definha.
E as flores quase secas,
caem indiferentes, preocupadas
apenas com a dor da queda.

Inaudível? Audível.
E até bem visível, "cheirável",
tocável e comestível.
Mas, ainda sim, tolerável.

OLIVEIRA, Thiago Augusto 
Áporo (Novembro/2007) Revista dos Alunos da Faculdade de Filosofia Letras e Ciências Humanas - USP

sábado, 22 de outubro de 2011

Ser ou não ser...a Fera?

Nem todos são o que parecem ser! As vezes as pessoas surgem de onde menos se espera, ou algumas somem no momento que mais se espera que apareçam.

Cemitério vazio com a companhia da ingratidão. Tendo que se acostumar a situação, pois isso pode se repetir futuramente, por isso a necessidade de ter ferocidade para sobreviver. Um brinde a realidade da vida, mesmo que seja com cigarros. Pois com o carinho dado, sendo retribuído com ingratidão, só resta fazer o mesmo.





“Versos íntimos” 

Vês?! Ninguém assistiu ao formidável 
Enterro de tua última quimera. 
Somente a Ingratidão - esta pantera - 
Foi tua companheira inseparável! 

Acostuma-te à lama que te espera! 
O Homem, que, nesta terra miserável, 
Mora, entre feras, sente inevitável 
Necessidade de também ser fera. 

Toma um fósforo. Acende teu cigarro! 
O beijo, amigo, é a véspera do escarro, 
A mão que afaga é a mesma que apedreja. 

Se a alguém causa inda pena a tua chaga, 
Apedreja essa mão vil que te afaga, 
Escarra nessa boca que te beija!
(Augusto dos Anjos)

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Poesia do Dia II

Olha que interessante...

Escreva algo hoje e leia daqui um ano... Você vai ficar se perguntando..."Por que eu escrevi isso?"

Não há explicação, mas eu gostei muito dessa minha própria criação!!

Não lembro de ter tido uma decepção amorosa que me fizesse chegar a esse ponto!! rsrs

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Poesia do Dia

Eu estava fuçando em arquivos antigos do meu computador...e encontrei um arquivo aqui (uma espécia de livro) onde eu criava quase todos os dias uma poesia que acompanhava meu humor!! Só hoje eu me dei conta de como faz tempo que eu não escrevo algo diferente de e-mails do trabalho....
Poxa vida...como era bom colocar todo esse sentimento no papel...eu não sou nenhuma escritora...nem tão criativa assim, nem sou de usar palavras complexas...mas achei muito legal ter encontrado esse aquivo aqui, cheio de versos onde tem tanta alma e prazer!!


 Vou aproveitar para compartilhar uma poesia simples, dentre as demais escritas neste arquivo, mas que achei legal... Ligada com a auto-confiança... diz um pouco de realidade sobre o inseguro...


"Os outros"

Enquanto eu chorava o outro sempre sorria
Minha vida parada e a do outro corria.
O outro sabia de tudo e eu nada sabia
Minha vida sempre era chata...a do outro só alegria.

O outro tinha dinheiro, eu sempre estava devendo
O outro explodia de vida e eu doente, quase morrendo
O outro sempre confiante, eu ainda estava me conhecendo
Eu nem sei porque, mas isso esta sempre acontecendo.

A questão é que nós vemos somente o que queremos
E o mundo perfeito do outro que não temos
Não passa de pura ilusão,mas nós sabemos!
Mas ainda sim, nesta mesmice...permanecemos.